Em 1872, vivia em Londres um homem
misterioso chamado Phileas Fogg. Com a exatidão de um cronômetro, chegava todas
as manhãs ao Reform Club, de onde só retornava a casa para dormir, precisamente
à meia-noite. No dia em que admitiu Passepartout como seu criado, o metódico
cavalheiro fez uma aposta com os outros sócios do clube, arriscando metade de
sua fortuna. A outra parte gastaria para ganhá-la. Esta inesperada decisão de
Fogg vai levar os dois a viverem uma ousada aventura.
A Volta ao Mundo em 80 dias.
Editora: Martin Claret
Avaliação: ★★★★★♥
A
Volta ao Mundo em 80 Dias, foi o primeiro clássico do ano, e o primeiro livro que
li para o desafio Quero ler mais Clássicos, e não poderia ter começado esse
desafio com livro melhor.
A Volta ao Mundo em 80 Dias retrata
a estória de um cavalheiro, Fíleas Fogg, típico inglês que tem uma vida cronometrada, metótica e tranquila. E o mais interessante é que ele é o tipo de pessoa que não
surpreende a ninguém, pelo simples fato de manter sua rotina diária na mais
perfeita ordem; sem nenhuma mudança ou atraso. Até o dia em que, após uma discussão
sobre a possibilidade de dar a Volta ao mundo, em um período de tempo
cronometrado, o Sr. Fogg faz uma aposta com seus companheiros de uíste do Clube
Reformador, que consiste em dar a volta ao mundo em 80 dias. E assim começou
toda a aventura.
Já muito tinha ouvido falar nas
obras desse escritor que tanto foi aclamado por seus livros, mas confesso que
não sabia o que esperar deste; contudo, após ter concluído a leitura, me
perguntei como foi possível ter passado tanto tempo sem ter lido nada do autor.
A Volta ao Mundo em 80 Dias começou de forma curiosa.
Fogg é um inglês tranquilo que mantém sua vida matematicamente cronometrada.
Tudo em sua vida está relacionado à matemática; da hora de acordar até a hora
de dormir. Nada foge do seu controle. Até o momento da aposta tudo se mantinha
da forma como deveria ser, a não ser pelo pequeno incidente causado por seu
criado, que o forçou a despedi-lo e contratar o jovem francês Jean, ou melhor,
Fura-vidas.
O livro nos mostra todo o cronograma da viagem, desde
a partida de Londres até o seu retorno, seus méritos e seus problemas. O que
achei mais interessante é que a narrativa mesmo sendo em terceira pessoa e
também muito descritiva, contudo, não foi cansativa de forma alguma, muito pelo
contrário, havia momentos em que eu ria de certas situações, e ficava agoniada
com outras. Além do fato de eu ter conhecido alguns lugares e suas culturas,
pelo simples fato de estar lendo o livro.
Não tem como entrar mais em detalhes sobre a estória
sem acabar soltando spoiler, mas o livro está repleto de aventuras e situações extraordinárias,
que deixam o leitor por vezes sem fôlego. Além das aventuras até temos um romance
que de tão singelo e simples se torna o tipo mais lindo.
Com relação aos personagens, todos eles me encantaram.
Fogg e seu jeito calmo e excêntrico; matematicamente cronometrado, em certos
momentos, me deixaram perplexa, não conseguia entender de onde aquele homem
tirava tanta calma mesmo quando tudo parecia perdido. Fura-vidas foi uma
comédia o livro inteiro. Horas eu ria com suas atitudes, horas me dava vontade
de dar uns cascudos nele, mas mesmo nesses momentos ele me encantava. É
engraçado, porque ele era um homem que já tinha passado por diversas coisas,
mas ao mesmo tempo tinha um temperamento muito inocente, como o de uma criança,
e isso o prejudicou algumas vezes. Sra. Aouda, com seu jeito tímido e muito
agradecido dão um toque mais feminino e singelo a viagem. O detetive Fix, foi o único que realmente me
irritou, pois ele queria tanto ter uma postura de super detetive investigativo,
que no fim, sua linha de raciocínio era tão sem lógica que me fazia rir e ao
mesmo tempo não ter paciência com ele.
Enfim, o livro é um clássico super recomendado, e eu
recomendo a edição da Martin Claret, pois é o texto integral e com uma tradução
gostosa de se ler. E eu garanto a todos, que depois da leitura vocês com toda a
certeza vão querer dar a volta ao mundo, mas não necessariamente em 80 dias.
Abraços,
Amanda Almeida
- segunda-feira, janeiro 21, 2013
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