Resolvi escrever esse post depois de uma quantidade
interessante de questionamentos e observações quanto ao título do meu blog.
Como vocês devem ter percebido, há um erro de conjugação na estrutura, pois o
correto é “Você é o que lê” e não “Você é o que ler”. Contudo, mesmo explicando o motivo do erro sempre que fazem essa observação (Que a forma correta
não estava disponível) e admitir que a estrutura atual foi uma escolha
proposital(já que eu não queria que fosse o presente do indicativo e sim uma
mistura do primeiro com o futuro, no intuito de do sentido ser o de uma escolha)... Espera! Mas
como assim proposital Amanda? Você preferiu ficar com a estrutura errada? E ainda
tentou misturar duas estruturas? Pois é, foi. E é justamente nisso que consiste
esse post.
Após as observações feitas, a ultima tendo sido feita
no post anterior, comecei a pensar em algumas aulas que tive na faculdade e a necessidade
de observar a norma culta da língua. Certa vez tivemos uma discussão quanto ao
instinto opressor das regras, e fizemos observações quanto a certo livro muito
polêmico adotado pelo Mec que ensinava os alunos a falar errado – o que não é
verdade. Contudo, o questionamento que ficou foi: será que a norma culta nos
restringe e oprime excessivamente ou deveríamos ser mais flexíveis, afinal a língua
é viva e está sempre se modificando. Alguns professores poderiam torcer o nariz
e defenderiam a norma culta até o fim do mundo, afinal regras foram feiras para
serem cumpridas, pois não teríamos uma organização, ou um ponto de referencia do
que é certo ou errado (um de meus professores que era gramático, por exemplo),
outros apenas olhariam com olhos mais complacentes, apenas observando que esta é
uma forma popular e que de fato esta errada e não poderia ser usada ao escrever um texto, mas se todos compreendem seu
significado, então releva-se, no fim das contas.
Enfim, na minha humilde opinião, confesso que estou do
lado de ambos (Ainda verei um linguista e um gramático concordando!), mas
voltando ao nome do blog, permanecerei com o mesmo nome (errado eu sei), mas
prometo utilizar a estrutura correta quando comprar um domínio (quando o blog fizer
um ano, já que o blogger tem me dado muita dor de cabeça ao tentar criar temas,
que me fez sentir saudades do wordpress), mas gostaria de obervar quanto a algo
que pensei hoje: será que utilizar livremente algumas estruturas, mesmo ao escrevê-las erroneamente, é um crime tão
grande contra a língua portuguesa? Ou será que algumas exceções possam ser
aceitas?Quando estamos em um ambienta menos formal e sim mais descontraído? Não defendo que cada um possa escrever da forma que lhe venha à
cabeça, afinal, utilizar a norma culta é indispensável até mesmo para ter o mínimo
de compreensão, mas também concordo que quando o sentido não é quebrado, podemos
até relevar, com algumas ressalvas é claro. Posso está falando uma grande
besteira (meu professor de gramática concordaria com isso), ou apenas sendo
complacente (como diria a minha professora de linguística, “a língua vai muito
além daquilo que está escrito, mesmo quando arranha os ouvidos”) e espero não
escandalizar ninguém – e que meus professores não leiam isso-, mas apenas
trouxe algo para que possamos refletir, pois, no fundo, acredito que ninguém sabe
100% a própria língua, e que as vezes, relaxar um pouco não é um crime tão grande assim.
Abraços,
Amanda Almeida
- segunda-feira, outubro 29, 2012
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